Pe. Cláudio Weronig

 

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O Venerável Padre Lanteri
NASCIMENTO E INFÂNCIA

Por volta da metade do século XVIII, em Cúneo, cidadezinha do Piemonte, Itália, era famosíssimo o médico Pietro Lanteri, seja por algumas suas publicações sobre medicina, seja pela sua reputação de beneficência e de bondade em meio ao povo, que tornava mais nobre a sua atividade profissional, e o fizera merecedor do nome de “pai dos pobres”.

Sua esposa, Margherita Fenoglio, era em tudo e por tudo digna dele, virtuosíssima e religiosa, inteiramente dedicada aos cuidados e ao mais alto carinho para com sua família, verdadeira mulher conforme o coração de Deus.

Desta união tão bem provida nasceram dez filhos, o sétimo dos quais estava destinado a deixar nesta terra um profundo e duradouro marco de bem. No próprio dia do seu nascimento, em 12 de maio de 1759, o menino foi batizado na paróquia de “Santa Maria della Pieve” com o nome de Pio Bruno Pancrácio Lanteri.

Quando o pequeno Pio Bruno tinha apenas quatro anos, sua mãe adoeceu gravemente e veio a falecer. O religiosíssimo pai, sempre muito ocupado no exercício da sua profissão e impossibilitado de cuidar do filho como gostaria, e por outro lado, não querendo confiá-lo a estranhos, cogitou, na sua grande desolação, de oferecê-lo à Virgem Santa. Por isso, levou o menino à Igreja e, diante de uma imagem de Maria Santíssima, disse-lhe: “Meu filho, de agora em diante Nossa Senhora será a sua única Mãe, ame-a como verdadeiro filho, recorra sempre a Ela”.

Mais tarde, já com 70 anos, ao lembrar-se desse episódio, Padre Lanteri visivelmente comovido, com inenarrável afeição repetia aos seus filhos: “Eu quase não conheci outra mãe senão Maria Santíssima e nunca recebi outras coisas senão carícias de uma Mãe assim tão boa”.

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